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PETIÇÕES TRABALHISTAS - MODELOS DE PETIÇÃO
Acidente de Trabalho
EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA
DE REGISTROS PÚBLICOS E ACIDENTES DO TRABALHO DESTA
CAPITAL.
.... (qualificação), Cédula de
Identidade/RG nº ...., CPF nº ...., inscrito no PIS sob o
nº ...., residente e domiciliado na Rua .... nº ....,
nesta Capital, vem, respeitosamente à presença de V.
Exa., através de sua advogada que esta subscreve,
conforme instrumento de mandato anexo (doc. ....), com
fulcro na Lei nº 6.367/76, Decreto nº 89.312/84, Portaria
nº 3.212/78 do Ministério do Trabalho, artigos 275 a 281
do CPC e demais diplomas legais que regulam a matéria,
propor a presente
AÇÃO SUMÁRIA DE ACIDENTE DO TRABALHO
contra o INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL (INSS),
autarquia federal com sede na Rua .... nº ...., pelas
razões que passa a expor
DOS FATOS
1.1 O Autor trabalhou na empresa ...., durante o período
de .../.../... a .../.../..., onde exerceu as funções de
"soldador" (doc. anexo). Durante o pacto laboral o Autor,
por sentir dificuldade auditiva, foi submetido a um exame
"audiométrico" onde constatou-se a existência de "dissacusia
neurossensorial severa à direita e dissacusia
neurossensorial discretíssima à esquerda", conforme
comprova o documento .... anexo.
2. A empresa empregadora não comunicou o INSS nos termos
da Lei 6.367/76, no artigo 14, da doença incapacitante
relacionada com a atividade exercida pelo Autor e
demitiu-o em .../.../... O quadro atual de saúde do Autor
é delicado, pois além de ouvir mal, sente muita tontura e
zumbidos freqüentes, está tendo dificuldade para
conseguir novo emprego.
DO DIREITO
Dos fatos supra narrados e exames médicos anexados, está
evidenciada a doença adquirida em razão da atividade
exercida (soldador) e assim definida no art. 2º, § 1º e §
3º da Lei 6.367/76:
"§ 1º - Equiparam-se ao acidente do trabalho, para fins
desta Lei:
I - a doença profissional ou do trabalho, assim entendida
a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e
constante de relação organizadas pelo Ministério da
Previdência e Assistência Social (MPAS)",
"§ 3º - Em casos excepcionais, constando que doença não
incluída na relação prevista no item I do § 1º resultou
de condições especiais em que o trabalho é executado e
com ele se relaciona diretamente, o Ministério da
Previdência e Assistência Social deverá considerá-la como
acidente do trabalho."Importante lembrar Hélio Hungria,
que alerta:
"A exposição contínua durante seis a oito horas por dia,
a ruídos ao nível ou acima de 85 DB, vai acarretar
notadamente em indivíduos predispostos, lesões
irreversíveis, em geral bilateral e simétrica, do órgão
sensorial neural de audição, começando por atingir a
freqüência de "4.000 Hz" (manual de otorrinolaringologia,
pág. 284).
Frisa, ainda, que inexiste tratamento para tais lesões,
"a não ser o afastamento definitivo do indivíduo do
ambiente ruidoso."
DO PEDIDO
Em face do exposto e invocados os doutos subsídios de V.
Exa, o Autor requer:
1. Sejam-lhe concedidos os benefícios da justiça gratuita
nos termos da Lei nº 1.060/50, sendo nomeada a advogada
que subscreve a presente (doc. anexo) .
2. Citação do Instituto Nacional de Seguridade Social
(INSS), com sede na Rua .... nº ...., nesta Capital, na
pessoa de seu representante legal, para, querendo,
apresentar a defesa que tiver, na audiência previamente
designada por V. Exa., sob pena de revelia e confissão;
3. Perícia na empresa .... localizada na Rua .... nº....,
nesta Capital, caso V. Exa. ache necessário, para
constatação do ambiente de trabalho ruidoso.
4. Depoimento pessoal do Autor, oitiva de testemunhas
conforme rol suposto e ouvida do representante legal da
empresa ...., a ser intimada na Rua .... nº ...., nesta
Capital.
5. Perícia médica.
6. Seja ouvido o ilustre Doutor Curador desse Juízo sobre
presente pedido.
7. Finalmente requer a total procedência da ação
condenando-se o Réu:
7.1 Ao pagamento do "auxílio acidente ou suplementar",
desde a data que foi comprovada a incapacidade laborativa
do Autor.
7.2. Aposentadoria por invalidez acidentária se
verificado no decorrer da ação a incapacidade do Autor
para o trabalho e o pecúlio correspondente a 15 vezes o
valor de referência deste Estado.
7.3. Abono anual considerando-se o inicio do benefício a
ser deferido até o final da ação.
7.4. Fornecimento de prótese caso a perícia médica a ser
realizada conste a necessidade de seu uso.
7.5. Ao pagamento de todas as custas processuais,
honorários periciais e advocatícios, esses sobre as
prestações vencidas e 12 meses das vincendas.
7.6. juros e correção monetária a incidir sobre todo o
pedido, tendo a indenização por base o salário de
contribuição do dia em que foi constatada a doença, e
vigentes sobre este valor em todo o pedido e nas parcelas
vincendas.
Dá-se à causa, para efeito de alçada, o valor de R$ ....
(....).
Pede Deferimento
...., .... de .... de ....
..................
Advogado
ROL DE TESTEMUNHAS: que comparecerão à audiência
independentemente de intimação.
1. .... (qualificação), residente e domiciliado na Rua
.... nº ...., nesta Capital.
2. .... (qualificação), residente e domiciliado na Rua
.... nº ...., nesta Capital.

Aditamento
PEDIDO DE ADITAMENTO DA
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
Exmo. Sr. Dr. Juiz da (xxxª) Vara do Trabalho da Comarca
de (xxx)
Autos nº (xxx)
NOME DO RECLAMANTE,
já devidamente qualificado, nos autos da
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA que
move em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA, por seu
procurador infra-assinado, vem à presença de V. Exa.,
tempestivamente, ADITAR
a inicial, nos termos
seguintes:
O Reclamante, às fls. (xxx), menciona com
precisão a sobrejornada em que se submetia. No entanto,
deixou de requerer em sua exordial a condenação da
Reclamada no pagamento das horas extraordinárias.
Pelo exposto, REQUER:
A condenação da Reclamada no pagamento das
referidas horas extras trabalhadas, bem como seus
reflexos nas demais verbas pleiteadas, quais sejam, DSR`s,
13º Salário, Aviso Prévio, Férias e FGTS, dando-lhe
ciência.
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).

Bancário: horas extras e repouso semanal remunerado
EXMO SR DR JUIZ PRESIDENTE DA MM JUNTA
DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO DE___
S. C. S., brasileiro, ...,. bancário, portador da
Cédula de Identidade R.G. ..., CIC ..., nascido em ...,
residente e domiciliado na ..., São Paulo - CEP ..., por
seu advogado abaixo assinado vem, perante V.Exa. a fim de
propor:
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
contra UNIBANCO - UNIÃO DE BANCOS
BRASILEIROS S/A, com sede na Direita, n.º 250, 19º
andar, Centro, São Paulo/SP - C.E.P: 01002-903, pelos
motivos a seguir expostos:
01 DO CONTRATO DE TRABALHO
O reclamante foi contratado pela Reclamada, na verdade
pelo Banco Nacional, do qual a Reclamada é sucessora, em
02 de outubro de 1989, com remuneração média de R$
2.114,00 (dois mil cento e quatorze reais) sendo que em
18 de junho de 1999 foi imotivadamente dispensado.
02 DA TRANSFERÊNCIA
Em novembro de 1995, a empregadora original do
Reclamante, foi sucedida pela Reclamada, sendo que o
Autor permaneceu executando as mesmas funções.
03 JORNADA DE TRABALHO
Durante seu contrato de trabalho, o Reclamante laborou de
Segunda a Sexta-feira no horário das 8hs30 às 18:30/
19hs00/20hs00 e em algumas oportunidades até 22hs, além
de plantões aos finais de semana na média de 02 (dois)
por mês, no horário médio das 08hs30 às 17hs ou 18hs.
As horas extras efetivamente prestadas foram pagas de
forma incorreta, posto que em número inferior às
efetivamente prestadas, fazendo jus o Autor às
diferenças, com reflexos sobre os repousos semanais
remunerados, integração sobre férias com abono de 1/3, 13o
salários, depósitos fundiários e verbas rescisórias.
Deve ser respeitado o adicional de horas extras fixados
pelos instrumentos normativos em anexo, sendo que para os
trabalhos em plantões, há de ser fixado o adicional de
100%, em vigor durante o contrato de trabalho.
04 LIMITES DA JORNADA DE TRABALHO
A Reclamada, embora suprimisse parte das horas extras
devidas, até novembro de 1995 considerava o limite de
jornada do autor como sendo o previsto no artigo 224,
"caput" da CLT, ou seja, respeitava o limite de 06hs
diárias.
Inexplicavelmente, após referida data, embora o Autor não
executasse qualquer das funções previstas no parágrafo 2o
do referido artigo, a Reclamada passou a endereçar ao
mesmo e, ainda assim de forma incorreta, apenas e tão
somente as horas extras excedentes da 8a
diária.
Ocorre que a legislação prevê três tipos distintos de
confiança, ou seja, a primeira é a ordinária, qual seja,
aquela que todo empregado é merecedor. A segunda é a
especial, atribuída ao bancário e, a terceira a
extraordinária, prevista no artigo 62 da CLT.
No caso em tela, a primeira não elide a aplicação do
limite de 06hs e, evidentemente, por receber o Autor
horas extras, está excluído também da 3a, ou
seja, não se enquadra o Autor no artigo 62 da
CLT.
Resta indagar se no caso em tela seria aplicável o
parágrafo 2o do artigo 224 da CLT e,
observando-se os elementos do contrato de trabalho,
verifica-se o Autor não estava investido de poderes de
mando, representação ou de substituição do empregador,
elementos essenciais para caracterização da exceção.
Aqui vale ressaltar outra regra essencial ao deslinde do
feito, ou seja, como o referido parágrafo 2o,
do artigo 224 é exceção à regra geral do "caput", como
tal, deve ser aplicado de forma restritiva e, assim,
ficará evidente que a gratificação de função paga ao
Autor, durante um período, reflete clara intenção de
reduzir os direitos do Autor que, se percebe-se as horas
extras referentes ao limite de 06hs, teria remuneração
muito superior à remuneração gerada pela fórmula adotada
pela Reclamada.
Desta forma, faz jus o Autor às diferenças entre as horas
extras pagas e as efetivamente trabalhadas, assim
considerado o limite de 06hs diárias.
Alternativamente e, apenas e tão somente para o período
durante o qual o Autor recebeu a suposta gratificação de
função, as diferenças de horas extras devem ser deferidas
a partir da 8a diária.
05 DOS CARTÕES DE PONTO
Os cartões de ponto do reclamante não eram anotados de
forma correta, visto que por determinação da reclamada, o
reclamante não poderia consignar sua real jornada em
referidos controles, restando os mesmos impugnados a teor
do artigo 9º da norma consolidada.
A efetiva jornada de trabalho do Autor era anotada em uma
planilha de anotação de horas extras, devendo a reclamada
apresentar referidos controles, requerimento que se faz
na forma do artigo 355, sob as penas do artigo 359 do CPC,
conforme autoriza o Enunciado 338 do E. Tribunal Superior
do Trabalho.
1. DIFERENÇAS DE REFLEXOS
O Autor sempre recebeu horas extras e noturnas que, nos
termos da Lei 605/49 e inúmeros entendimentos
jurisprudenciais já cristalizados em Enunciados de Súmula
do E. Tribunal Superior do Trabalho, deveriam refletir
sobre os repousos semanais remunerados, sendo que a
Reclamada procedeu o pagamento de referidos reflexos de
forma incorreta, fazendo jus o Autor às diferenças.
Desincumbindo-se do ônus que lhe atribuí o artigo 818 da
CLT, por amostragem, o Autor destaca os seguintes meses e
as respectivas diferenças apuradas:
h.extra normal $ 172,66 + h. extra 100
$ 394,65 + he noturna $ 33,30 + ad. Noturno $ 172,66 h.
extra ad. Not $ 92,50 = $ 860,19 a título de verbas
variáveis : 19 dias trabalhados = $ 45,27 por DSR x 09
DSR´s =
= $ 407,45 devido a título de DSR´s -
$ 98,08 =
= $ 309,37 a título de diferenças para
o mês de fevereiro de 1998
As diferenças são patentes, todavia, fica requerido,
desde já, a realização de prova pericial contábil, para
apuração das diferenças devidas.
2. CONCEITO DE DSR´S PARA BANCÁRIOS
Durante muito tempo vigorou, nessa Justiça Especializada,
o entendimento cristalizado no Enunciado de Súmula 113 do
C. Tribunal Superior do Trabalho, editado nos idos de
1981, que considerava o Sábado, para bancária, dia útil
não trabalhado.
Todavia, com o advento da Constituição Federal de 1988,
que em seu inciso XXVI, do artigo 7o, garante
o reconhecimento dos acordos e convenções coletivas de
trabalho, o referido Enunciado tornou-se "letra morta",
vez que as partes, através de seus respectivos
sindicatos, contrataram, através das cláusulas 9a,
parágrafo 1o da norma de 1993/94, cláusula 7a,
parágrafo primeiro de 1994/95, de 1995/96, de 1996/97, de
1997/98 renovada em 1998/99, o seguinte:
"... Quando prestadas
durante toda a semana anterior, os bancos pagarão,
também, o valor correspondente ao repouso semanal
remunerado, inclusive sábados e feriados..."
Desta forma, na apuração dos reflexos das horas extras e
noturnas, pagas e devidas, deve ser respeitado o disposto
em referidos parágrafos, deferindo-se ao Autor os
reflexos sobre sábados, domingos e feriados e, tendo em
vista a natureza do DSR, que integra a remuneração para
todos os fins, são devidas ao Autor, ainda, as diferenças
de férias, 13o salários e FGTS + 40%, pelo não
cômputo dos reflexos das verbas variáveis sobre os DSR´s.
3. DA EQUIPARAÇÃO SALARIAL
Hostilizando o artigo 461 da CLT, bem como os preceitos
do artigo 5o e 7o da Constituição
Federal de 1988, a Reclamada não endereçou ao Reclamante
o salário a que fazia jus, posto que, sempre exerceu as
mesmas funções que o Sr. L. M. Y., admitido, inclusive,
posteriormente ao Reclamante, sendo que referido
paradigma recebia salário superior ao do Reclamante no
percentual de 50% (cinqüenta por cento), pelo que, faz
jus o Autor à equiparação salarial, durante todo o
contrato de trabalho, devendo referidas diferenças
incidirem sobre férias com abono de 1/3, 13o
salário, horas extras e noturnas e, reflexos destas nos
DSR´s, depósitos fundiários e verbas rescisórias.
Para comprovação cabal do direito do Autor à equiparação
salarial, requer-se que a Reclamada seja compelida a
apresentar, em primeira audiência, cópia da ficha de
registro de Reclamante e paradigma, bem como respectivos
recibos de pagamento, requerimento que se faz na forma do
artigo 355 do CPC, sob as penas do artigo 359 do mesmo
diploma legal.
09 DA RESCISÃO CONTRATUAL
Caso não seja deferido ao Autor a reintegração são
devidas as diferenças de verbas rescisórias, posto que o
reclamante foi dispensado imotivadamente em 18 de junho
de 1999, recebendo as verbas rescisórias de forma
absolutamente incorretas, vez que sem a integração das
horas extras e noturnas, bem como sem a integração dos
reflexos destas nos DSR´s, fazendo jus o Autor às
diferenças.
Cabe esclarecer que, além das verbas rescisórias
incorretamente pagas, o Autor recebeu as férias de 92/93,
93/94, 94/95, 95/96, 96/96, 97/98 e respectivos abonos,
bem como 13o salários de 94, 95, 96, 97 e 98,
sem a correta incidência das horas extras, noturnas e
reflexos destas nos DSR´s, fazendo jus às diferenças.
10 HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - Enunciado 219
Benefícios da Justiça Gratuita
O nível das discussões nessa Justiça Especializada, bem o
aperfeiçoamento e sofisticação dos procedimento
trabalhistas, em verdade impedem o princípio do "jus
postulandi".
Depois não há mais a capacidade postulatória
das partes com a superveniência da Lei 8.906/94, ao
afirmar ser atividade privativa de advocacia, a
postulação em "qualquer órgão do Poder Judiciário" (art.
1o, I)
E ainda, justifica-se a aplicação do princípio da
sucumbência disciplinado no CPC, em virtude da omissão da
CLT e por inexistir incompatibilidade alguma com o
sistema do Processo Trabalhista (CLT, art. 769), mesmo
com a Lei n. 5.584/70.
NÃO POSSUÍ O AUTOR CONDIÇÕES DE DEMANDAR SEM PREJUÍZO DO
PRÓPRIO SUSTENTO ‘E DA RESPECTIVA FAMÍLIA, a teor do
Enunciado 219 do C. TST, pelo que imperioso se faz a
aplicação da Lei 5.584 de 1970, para condenar a reclamada
no pagamento dos honorários que devem ser arbitrados em
15%.
Requer-se, por fim, a concessão dos benefícios da Justiça
Gratuita, posto que não tem condições de demandar sem
prejuízo do próprio sustento e da respectiva família.
11 Assim pleiteia:
a) pagamento das diferenças entre as horas extras
pagas e as efetivamente devidas, com reflexos
nos DSR´s, integração sobre férias com abono ,
13o salários, FGTS + 40% e verbas
rescisórias............ a apurar
b) diferenças dos reflexos pagos sobre os DSR´s ,
referentes às horas extras e noturnas, conforme
item 06 da inicial
........................................................
a apurar
c) diferenças das férias e respectivos abonos, bem
como dos 13o salários pagos, pela incidência
incorreta das horas extras e noturnas e, reflexos
destas sobre os DSR´s.................................................
a apurar
d) honorários e benefícios da Justiça Gratutita...........
e) diferenças das verbas rescisórias pela incidência
incorreta das horas extras, reflexos
destas nos DSR´s e pela equiparação salarial....... a
apurar
f) equiparaçã salarial conforme fundamentos acima
com incidência sobre 13o salários, férias com
abono
13o salários, horas extras pagas e devidas e
reflexos
destas nas demais
verbas.............................................. a
apurar
g) nulidade dos cartões de ponto.
12 Diante do exposto, requer se digne V. Exa
determinar a notificação da reclamada, sob pena de
revelia, para, querendo, contestar a presente
reclamatória, acompanhando-a até seus ulteriores
trâmites, quando deverá ser julgada procedente, com a
condenação da reclamada no pagamento das verbas
postuladas, acrescidas de juros legais e correção
monetária, honorários advocatícios, bem como a suportar o
ônus dos recolhimentos fiscais e previdenciários.
13 Protesta pela produção de todas as provas em
direito admitidas, notadamente pelo depoimento pessoal do
representante legal da reclamada, sob pena de confissão,
inquirição de testemunhas, perícias, juntada de novos
documentos e outras que se fizerem necessárias.
14 Requer-se ainda, para as disposições do artigo
39 do CPC, que todas as intimações sejam efetuadas em
nome do DR. ALEXANDRE FERRARI FAGANELLO, inscrito na
OAB/SP sob o n.º 130.193, com escritório na Rua Pires da
Mota, 430, conj. 02, Aclimação, São Paulo, CEP 01529-000.
15 Dá à presente o valor de R$ 3.000,00 (três mil
reais), valor que se dá para efeito de custas e alçada.
16 Requer-se que esse D. Juízo se digne
fixar como época própria para aplicação da correção
monetária, ou seja, o mês da prestação de serviços.
Diante do exposto e, do mais a ser provado em regular
instrução processual, requer o reclamante que essa D.
Junta de Conciliação e Julgamento se digne decretar, por
sentença, a TOTAL PROCEDÊNCIA da presente
reclamatória, como forma de alcançar a almejada
JUSTIÇA!!
Termos em que, p. deferimento.
RJ, ___ de ________ de 200__.
-----------------------
Advogado

Complementação FGTS e multa 40%
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO A
COMPLEMENTAÇÃO DO FGTS E MULTA DE 40% INCIDENTE SOBRE A
REFERIDA COMPLEMENTAÇÃO
Exmo. Sr.
Dr. Juiz da _____ Vara do Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE,
(Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), titular da
CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), por seu procurador
infra-assinado, mandato anexo (doc.1), vem à presença de
V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de (xx/xx/xxxx) a (xx/xx/xxxx), cumprindo aviso prévio
até (xx/xx/xxxx), exercendo o cargo de (xxx) e percebendo
último salário no valor de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme cópia da CTPS em anexo (doc. xxx).
2. No entanto, consoante se verifica dos
extratos fornecidos pela Caixa Econômica Federal e dos
recibos de pagamento de salário em anexo (docs. xxx/xxx),
verifca-se facilmente que a Reclamada não efetuou
corretamente os devidos depósitos mensais a título de
FGTS, durante todo o pacto laboral.
3. Percebe-se, contudo, por simples
cálculos aritméticos, que os valores depositados
mensalmente pela Reclamada são consideravelmente
inferiores ao devido. Com efeito, restou prejudicado
ainda, quando da rescisão contratual, o valor pago ao
Reclamante em relação à multa de 40% sobre o FGTS
depositado.
4. Desta forma, não havendo interesse da
Reclamada em efetuar o pagamento da complementação
dos depósitos, somente resta ao Reclamante as vias
judiciais para a obtenção de seu crédito.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, condenando a Reclamada a efetuar ao
Reclamante o pagamento da complementação do FGTS
durante todo o pacto laboral, bem como a multa de 40%
incidente sobre o valor apurado na referida
complementação do FGTS, acrescido de juros e correção
monetária, tudo a ser apurado em liquidação de sentença.
A condenação da Reclamada no pagamento das
custas processuais.
Se necessário, provar o alegado por todos os meios
de prova admitidos em direito, notadamente por novos
documentos, depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, testemunhal e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).1
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota:
1. Com o advento da Lei 9.957 de 12 de
janeiro de 2000, as causas cujo valor não exceda a
quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do
ajuizamento da reclamação ficam submetidas ao
procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de se observar
que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas, com
os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

Despedida sem justa causa
Reclamatória Por Despedida Sem Justa Causa
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DR. JUIZ
PRESIDENTE DA MM. _______JUNTA DE CONCILIAÇÃO E
JULGAMENTO DE____
(mínimo 12 espaços)
___________________(nome, qualificação
e residência), por seu advogado infra assinado, com
escritório à ____, onde receberá as comunicações dos atos
processuais, vem, com fulcro nos arts. 477, 478 e 791 da
Consolidação das Leis do Trabalho, apresentar
Reclamatória Trabalhista contra ______(nome, qualificação
e endereço), conforme a seguir relata, para a final
pedir:
1. O reclamante foi contratado pela
reclamada na data de ___/___/___, para o cargo de_,
percebendo o salário mensal de R$ _________
(________________).
2. Em_, em virtude de ter causado
dano, não por culpa sua, mas por mero acidente, à máquina
que operava, a reclamada penalizou-se com suspensão por
dias que, violando expressamente o art. 474 da
Consolidação das Leis do Trabalho, implicou em rescisão
indireta do contrato injusta, pleiteia:
a) aviso prévio;
b) férias e décimo-terceiro
proporcionais;
c) liberação das guias do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço - FGTS, Código_, com os
acréscimos de lei.
Requer, pelo exposto, a citação da
reclamada para, querendo, apresentar sua resposta, pena
de revelia e confissão, e, a final, declarada procedente
e reclamatória, sua condenação na forma do pedido.
Protesta por provas documental,
pericial e oral, inclusive depoimento pessoal da
reclamada.
Dá à causa o valor de R$ _________
(________________).
Termos em que, Pede e Espera
Deferimento.
______, de ____________ de 20______
Advogado OAB nº

Equiparação e complementação Salarial
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO A
EQUIPARAÇÃO E COMPLEMENTAÇÃO SALARIAL (Art. 461 da CLT)
Exmo. Sr. Dr. Juiz da ____ Vara do
Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº
NOME DO RECLAMANTE, (Nacionalidade), (Estado
Civil), produtor, titular da CTPS nº (xxx), inscrito no
CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado à Rua (xxx),
nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no
Estado de (xxx), por seu procurador infra-assinado,
mandato anexo (doc.1), vem à presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de 01/01/2000 a 31/10/2001, cumprindo aviso prévio até
30/11/2001, exercendo a função de auxiliar de produção,
percebendo último salário no valor de R$ (xxx) (valor
expresso), conforme cópia da CTPS em anexo (doc. xxx).
2. A função de auxiliar de produção
consistia em tarefas simples, tais como armazenagem e
pesagem da mercadoria produzida, não lhe proporcionando
maiores dificuldades. Ocorre, no entanto, que a
Reclamada, em 01/06/2000, através de comunicado
escrito ao Reclamante (doc. xxx), determinou a
transferência e a modificação de suas atividades,
passando o mesmo a exercer a função direta de
produtor.
3. O Reclamante, destarte, exerceu a
função de produtor até o término do seu contrato
de trabalho, que consistia em confecção e arrematação
final das mercadorias produzidas.
4. Apesar de se encontrar exercendo nova
função, de produtor, o Reclamante nunca fez jus ao
recebimento do salário equivalente, qual seja, R$ (xxx)
(valor expresso). Trata-se de evidente fraude ao contrato
de trabalho e aos preceitos trabalhistas estatuídos pela
CLT, haja vista que todos os seus colegas que exercem tal
função percebem o referido salário, independentemente do
tempo de serviço prestado naquela função.
5. O Reclamante, com efeito, exerce
as mesmas funções (de produtor) que a funcionária
(XXX) e o funcionário (XXX), em idênticas condições,
técnica, qualidade e produtividade. No entanto,
continuava percebendo o salário de auxiliar de
produção, significativamente menor do que o de seus
colegas.
6. Desta forma, o Reclamante faz jus
à equiparação salarial, bem como sua complementação a
partir da data em que foi efetivado para exercer a função
de produtor, qual seja, 01/06/2000.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, declarando e determinando a equiparação
salarial, condenando a Reclamada, nos termos do
artigo 461 da CLT, a proceder a retificação da CTPS do
Reclamante, a partir de 01/06/2000, passando a
constar sua real função exercida, bem como o pagamento da
complementação salarial da função de auxiliar de
produção para produtor, referente ao período
de 01/06/2000 até o término do contrato de trabalho, e
seus reflexos em férias, 13º salário, FGTS e DSR`s, tudo
devidamente atualizado com juros e correção monetária.
Seja a Requerida condenada ainda no
pagamento das custas processuais.
A notificação para depor em audiência dos
paradigmas supra apontados, quais sejam, (XXX),
(Nacionalidade), (Estado Civil), produtora, titular da
CTPS nº (xxx), inscrita no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliada à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), e (XXX),
(Nacionalidade), (Estado Civil), produtor, titular da
CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx).
Provar o alegado por todos os meios de prova
admitidos em direito, notadamente pela juntada de novos
documentos, pericial, testemunhal e depoimento pessoal da
Requerida.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).1
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota:
1. Com o advento da Lei 9.957 de 12 de
janeiro de 2000, as causas cujo valor não exceda a
quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do
ajuizamento da reclamação ficam submetidas ao
procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de se observar
que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas, com
os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

Estágio - Pedido de Vínculo e horas extras
EXMO. SR. DR. JUIZ PRESIDENTE DA
JUNTA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO DE ....
.... (qualificação), residente e
domiciliado na Av. .... nº ...., na Comarca de ...., por
seus procuradores judiciais adiante firmados, advogados
com escritório profissional na Rua .... nº ...., na
Comarca de ...., onde recebem intimações e notificações,
vem, com o acatamento e respeito devidos a Vossa
Excelência, propor a presente
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
contra o ...., situado na Av. .... nº ...., na Comarca de
...., pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
DO CONTRATO REAL DE TRABALHO - RELAÇÃO DE EMPREGO:
1. O Reclamante foi admitido sem o competente registro na
CTPS, em .../.../..., na condição disfarçada de
"Estagiário" (bolsista), prestando efetivos e permanentes
serviços e sujeito a todas as normas da empresa com total
subordinação e dependência. Inexistia qualquer
acompanhamento, avaliação ou finalidade didática no
relacionamento, o que por si só deturpa e desmascara a
figura de Estagiário, caracterizando indubitavelmente a
relação jurídica de emprego e condição de bancário do
Postulante. A demissão ocorreu em .../.../...
2. A doutrina, em casos tais, referindo-se a legislação
vigente atinente ao estágio de estudante (Lei nº 6.494/77
e Decreto nº 87.497/82), adverte:
"A Lei vigente é uma porta aberta para a fraude, que o
judiciário coibirá quando necessário." (Valentin Carrion,
in Comentários a Consolidação das Leis do Trabalho, RT
1987, pg. 11). "É preciso destinguir as situações normais
daquelas nas quais há deturpação da figura do Estagiário
e este não passa de um empregado como os demais, casos em
que a relação jurídica é de emprego e não de estágio."
(Amauri Mascaro Nascimento, Iniciação ao Direito do
Trabalho, 11ª Ed., pg. 98).
3. No mesmo diapasão a Jurisprudência é assente:
"Estágio - Vínculo Empregatício -
Banco - Estágio prestado em casa bancária, sem
acompanhamento da instituição escolar, e em serviços
habituais dos demais empregados, caracteriza vínculo
empregatício, já por violação à Lei nº 6.494/77 o
contrário, a pretexto do estágio, abre-se uma imensa
porta para a fraude, em detrimento das conquistas dos
demais empregados e do próprio suposto Estagiário,
contratado a preço vil." (TRT-PR-RO-0453/90 - Recurso da
MM. 2ª JCJ de MARINGÁ, Ac. 3ª T. - 1356/91 - Relator:
Juiz Ricardo Sampaio. Recorrente BANCO DO BRASIL S/A.
Recorrido: SIDNEY CESAR GOMES ALCANTARA. Advs.: Raimundo
M. B. Carvalho, Alex Panerari e Luiz A. W. Taques) in DJ/PR,
01/03/91, pg. 141
"Estágio - Vínculo Empregatício - Acima das formalidades
exigidas pela Lei nº 6.494/77, para configuração do
estágio deve ser observado seu objetivo, qual seja
complementação do ensino, em conformidade com os
currículos, programas e calendários escolares, que é a
própria essência do vínculo. Provado o deturpamento da
finalidade da lei acima mencionada, há que se reconhecer
o vínculo empregatício." (TRT-PR-RO-2623/89 - Recurso da
MM. 2ª JCJ de LONDRINA - Ac. 1ª T. - 2477/90 - Relator:
Juiz Tobias de Macedo Filho. Recorrentes: BANCO DO BRASIL
S/A e MARIO HARUHIKO HORIUTI (RECURSO ADEVIDO).
Recorridos: OS MESMOS. Advs.: José A. Leão e Carlos R.
Scalassara.) " in" DJ 25/05/90, pg. 92
"Relação de Emprego - Contrato de Estágio Afastado - O
termo de compromisso de estágio firmado entre a empresa e
a escola é insuficiente a caracterizar o contrato de
estágio, pois inexistindo a prova de acompanhamento e
supervisão pela instituição escolar nos termos do art.
1º, § 2º, da Lei nº 6.494/77 desnaturado resta."
(TRT-PR-RO-3131/89 - RECURSO DA MM. JCJ DE UMUARAMA. Ac.
2ª T. - 4473/90 - Relator: Juiz Ernesto Trevisan.
Recorrente: VALDECIR FELIPE DA CRUZ. Recorrido: BANCO DO
BRASIL S/A. Advs.: Carlos R. Mariani, Ruth de Godoy
Machado e Lauro Stanckiewicz.) "in" DJ 31/08/90, pg. 155.
"Estágio - Vínculo de Emprego - Em que pese a pactuação
de um termo de compromisso de estágio, a que se refere o
art. 3º, da Lei 6.494/77, improvados os pressupostos
constantes do parágrafo 2º, art. 1º, do mesmo diploma
legal, ou seja, que as atividades desenvolvidas no
estágio, devem visar a complementação do ensino e
aprendizagem, cujo planejamento, execução, acompanhamento
e avaliação se dêem na conformidade com o currículo,
resta caracterizada a relação de emprego, regida pela CLT."
(TRT-PR-RO-3133/89 - RECURSO DA MM. JCJ DE UMUARAMA -
Ac.1ª T. - 2877/90 - Relator: Juiz Délvio José Machado
Lopes. Recorrentes: VALTER DE GODOY MACHADO. Recorrido:
BANCO DO ESTADO DO PARANÁ S/A. Advs.: Carlos R. Mariani,
Ruth de Godoy Machado, Lauro Stanckiewicz e Maria A. de
Oliveira.) "in" DJ 15/06/90, pg. 83.
"Estagiário - Vínculo Empregatício - O estágio previsto
na Lei nº 6.494/77, visa propiciar a complementação do
ensino e da aprendizagem do estudante-estagiário, em
conformidade com seu currículo, programas e calendários
escolares, mediante planejamento, acompanhamento e
avaliação do estagiário. Não restando alcançada tal
finalidade e, ao contrário, havendo o Reclamante laborado
na reclamada como qualquer outro de seus funcionários,
restou desvirtuado o estágio firmado, caracterizando-se o
vínculo empregatício entre as partes." (TRT-PR-RO-3706/89
- RECURSO DA MM. JCJ DE LONDRINA. Ac. 1ª T. - 5265/90 -
Relator: Juiz Silvonei Sérgio Piovesan. Recorrentes:
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL e CARLOS ROBERTO BEGHINI DA SILVA
(RECURSO ADESIVO). Recorridos: OS MESMOS. Advs.: Gilberto
G. da Silva, Francisco Spisla e Cleusa Maria S.
Escantaburlo) "in" DJ 05/10/90, pg. 74.
4. Convém lembrar, ainda, que em caso análogo, que
tramitou perante esta r. J.C.J. de Paranavaí,
relativamente a Reclamação Trabalhista nº 302/88,
proposta por HÉLIO LOPES COSTA E OUTRO, contra BANESTADO
S/A., o nosso E. Tribunal Regional decidiu da seguinte
forma:
"Estágio - Vínculo de Emprego: Para que se reconheça a
relação regida pela Lei nº 6.494 de 07/12/77 (Estágio de
Estudante) além do termo de compromisso a que se refere o
art. 2º, daquela Lei, necessário é a prova de que as
atividades desenvolvidas visavam a complementação do
ensino e aprendizagem, cujo planejamento, execução,
acompanhamento e avaliação se davam na conformidade com o
currículo, programa e calendários escolares (§ 2º, do
Art. 1º, da Lei nº 6.494/77). Improvados estes
pressupostos, bem como evidenciado que o labor
desenvolvido era equivalente a outros empregados, resta
caracterizada a relação de emprego, regida pela CLT."
(TRT-PR-RO-4882/88, RECURSO DA MM. JCJ DE PARANAVAI-PR. -
Ac. 1ª T. - 4192/89, in DJ-PR 04/10/89, pg. 112)
5. Destarte, não restam dúvidas de que caracterizada está
a relação empregatícia junto ao ...., que deverá ser
declarada e reconhecida por esse Juízo, condenando-se o
mesmo em todas as verbas rescisórias e demais direitos
decorrentes da relação de emprego, adiante postulados.
DAS VERBAS RESCISÓRIAS:
6. O Reclamante foi demitido em ..../..../... sem justa
causa, sendo que até a presente data o Reclamado não lhe
pagou as verbas rescisórias a que faz jus, face a relação
de emprego existente, tais como: aviso prévio, férias e
13º salário proporcionais, 1/3 das férias, FGTS inclusive
multa de 40% ou indenização equivalente, impondo-se a
condenação do Reclamado ao pagamento das mesmas, com as
devidas atualizações e juros de mora na forma da Lei. É o
que se busca.
REMUNERAÇÃO - DIFERENÇAS SALARIAIS:
7. No exercício de seu mister, na função de ....,
executando todos os serviços rotineiros ...., exceto o
manuseio da máquina do .... e entrada no ...., o
Reclamante faz jus ao recebimento do salário do ....,
nível inicial. Porém, só recebia o equivalente a cerca de
....% do mesmo, impondo-se a condenação do Reclamado ao
pagamento das diferenças em todo o período na base de
....% do salário do .... Como prova da assertiva, desde
já requer a juntada dos comprovantes mensais de pagamento
do Autor, bem como a juntada de cópias autenticadas das
Tabelas Salariais de Carreira Administrativa do período,
para se aferir com precisão as diferenças salariais, sob
as penas do artigo 359 do CPC.
DA JORNADA DE TRABALHO - HORAS EXTRAS:
8. Desde a sua admissão, o Reclamante sempre prestou
serviços extraordinários ao Reclamado, porquanto laborava
diariamente das .... horas às .... horas, com apenas ....
minutos de intervalo para almoço.
9. Além disso, era compelido e participava de reuniões
mensais, após o expediente, as quais duravam em média
.... horas cada.
10. Manifesto, portanto, a teor do art. 224, da CLT, que
o Reclamante costumeiramente prestava horas
extraordinárias, além da 6ª hora, cujo pagamento deverá
ser feito com o acréscimo de 100% em relação a hora
normal, nos termos do incluso Dissídio Coletivo nº TST-DC-38/89-2
(CL. 8ª), com repercussão nas férias, 13º salários, aviso
prévio, RSR, FGTS ou indenização equivalente e demais
verbas rescisórias, por ser de direito.
DA AJUDA ALIMENTAÇÃO - DIFERENÇAS:
11. Verifica-se também que de acordo com a cláusula 20ª
do Dissídio Coletivo 38/89-2, o Reclamante faz jus ao
recebimento de ajuda alimentação, que jamais recebeu
integralmente, na importância de R$ ...., devidamente
atualizada, para cada dia útil, reajustável mensalmente
de acordo com as aludidas cláusulas, devendo integrar a
remuneração do empregado para todos os efeitos legais.
DAS FÉRIAS, 13º SALÁRIOS, FGTS/INDENIZAÇÃO:
12. Evidentemente, que o Suplicante sempre fez jus às
verbas e direitos oriundos da relação empregatícia
havida, porém, além de nunca receber o piso salarial dos
empregados do ...., nem as horas extras, também nunca
recebeu férias, 13º salário, FGTS, RSR. Impõe-se, pois, a
condenação do Reclamado ao pagamento de tais verbas, por
ser de direito e de Justiça!
ASSIM SENDO, RECLAMA:
a) O reconhecimento da existência do vínculo de emprego
junto ao Reclamado e consequentemente equiparação a
condição de empregado ...., durante todo o pacto,
deferindo-se ao mesmo todos os benefícios da referida
categoria, nos termos dos Dissídios Coletivos anexos (a
calcular);
b) O competente registro em CTPS e demais anotações (a
calcular);
c) Diferenças salariais, observando-se o mínimo
convencional da categoria, relativamente ao pessoal de
...., em todo o período trabalhado, conforme item 7,
desta (a calcular);
d) Aviso prévio (a calcular);
e) Férias simples e proporcionais, com 1/3 constitucional
(a calcular);
g) FGTS ou indenização equivalente, inclusive multa
constitucional de 40% (a calcular);
h) Horas extras, além da .... diária, de segunda a
sexta-feira, devidamente prestadas durante todo o pacto,
cujo valor deverá ser apurado em liquidação de sentença,
observando o piso salarial dos empregados do .... e a sua
evolução salarial (a calcular);
i) Adicional de ....%, sobre todas as horas extras
diárias prestadas, nos termos da cláusula ....ª, do
incluso Dissídio Coletivo/.... (a calcular);
j) RSR, incluídos os sábados, feriados e dias
santificados sobre as horas extras (a calcular);
k) Reflexos das horas extras nas férias, 13º salário,
aviso prévio, RSR e FGTS (a calcular);
l) Ajuda alimentação consoante item 11 (a calcular);
m) Multa prevista na cláusula 88ª do Dissídio Coletivo/89
em anexo, por infração as cls. 8ª, 20ª e 21ª do mesmo (a
calcular);
n) Multa de ...., remuneração face ao atraso e não
pagamento das verbas rescisórias, nos termos do art. 477
da CLT, (a calcular);
o) FGTS - .... + ....% sobre todas as verbas antes
reclamadas, além do FGTS devido ao longo do pacto, mês a
mês (a calcular);
p) Honorários Advocatícios (a calcular).
ANTE AO EXPOSTO, em conformidade com o art. 837 e demais
aplicáveis ao caso da CLT, o Reclamante requer à Vossa
Excelência, se digne determinar a Notificação do
Reclamado, ...., na pessoa de seu representante legal,
para que, no dia e hora designados por esse r. Juízo,
compareça à audiência de Conciliação e Julgamento e,
conteste, querendo, a presente reclamatória, sob pena de
revelia.
Requer, ainda, a condenação do Reclamado em todas as
verbas antes reclamadas, mais correção monetária, juros
de mora, incidindo estes sobre o capital corrigido,
custas e despesas processuais, honorários advocatícios e
demais cominações de direito.
Roga, outrossim, os benefícios da Justiça Gratuita, tendo
em vista que está impossibilitado de arcar com as
despesas e custas processuais, sem prejuízo do sustento
próprio e da família, nos termos da Lei nº 1.060/50,
consoante atesta a inclusa declaração.
O Suplicante demonstra a verdade de suas alegações com os
inclusos documentos e, desde logo, requer o depoimento
pessoal do representante legal do Reclamado, sob pena de
confesso, oitiva de testemunhas, juntada de outros
documentos e outros meios de prova, se necessários.
Dá-se à causa o valor de R$ .... (....).
Termos em que,
Pede Deferimento.
...., .... de .... de ....
..................
Advogado
..................
Advogada.

Férias Proporcionais
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO
FÉRIAS PROPORCIONAIS
Exmo. Sr. Dr. Juiz da _____ Vara do
Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE, (Nacionalidade), (Estado
Civil), (Profissão), titular da CTPS nº (xxx), inscrito
no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado à Rua (xxx),
nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no
Estado de (xxx), por seu procurador infra-assinado,
mandato anexo (doc.1), vem à presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de 01/01/2001 a 31/10/2001, cumprindo aviso prévio até
30/11/2001, exercendo o cargo de (xxx) e percebendo
último salário no valor de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme cópia da CTPS em anexo (doc. xxx).
2. No entanto, conforme se verifica de sua
rescisão contratual em anexo, (doc. xxx), a Reclamada
não efetuou o cálculo e nem mesmo o pagamento das férias
proporcionais que lhe é devido, ou seja, 11/12 avos.
3. Com efeito, a omissão da Reclamada
trouxe graves prejuízos ao Reclamante, que não
obteve o pagamento dos valores correspondentes,
acarretando evidente manifesto fraudulento em seu
contrato de trabalho.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, condenando a Reclamada no pagamento
das férias proporcionais, acrescidas de 1/3, no período
assinalado, devidamente corrigidas, perfazendo o montante
de R$ (xxx) (valor expresso), bem como nas custas
processuais.
Seja determinada à Reclamada o pagamento
das verbas ora requeridas em audiência, sob pena de
pagá-las em dobro, nos termos do artigo 467 da CLT.
Se necessário, provar o alegado por todos os meios
de prova admitidos em direito, notadamente por
documental, depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, testemunhal e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota: Com o advento da Lei 9.957 de 12 de
janeiro de 2000, as causas cujo valor não exceda a
quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do
ajuizamento da reclamação ficam submetidas ao
procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de se observar
que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas, com
os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

Horas Extras e Reflexos
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO O
PAGAMENTO DE HORA EXTRA E SEUS REFLEXOS
Exmo. Sr.
Dr. Juiz da _____ Vara do Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE,
(Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), titular da
CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), por seu procurador
infra-assinado, mandato anexo (doc.1), vem à presença de
V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de 01/01/2001 a 31/10/2001, cumprindo aviso prévio até
30/11/2001, exercendo o cargo de (xxx) e percebendo
último salário no valor de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme cópia da CTPS em anexo (doc. xxx).
2. A jornada de trabalho do Reclamante
compreendia o horário de 8:00h às 20:00h, de segunda a
sexta-feira, com intervalo para refeição de uma hora.
3. No entanto, durante a vigência do
contrato de trabalho, a Reclamada jamais efetuou o
pagamento das horas extraordinárias e seus reflexos ao
Reclamante, nem tampouco em sua rescisão contratual.
4. Com efeito, o Reclamante cumpria
diariamente 3 (três) horas extraordinárias, uma vez que o
artigo 58 da CLT prevê a jornada máxima de 8 horas
diárias.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, condenando a Reclamada no pagamento
das horas extraordinárias e seus reflexos no FGTS, Férias
Proporcionais, Aviso Prévio, 13º Salário proporcional,
DSR`s, devidamente atualizados com juros e correção
monetária, bem como nas custas processuais, tudo a ser
apurado em liquidação de sentença.
Se necessário, provar o alegado por todos os meios
de prova admitidos em direito, notadamente por
documental, depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, testemunhal e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota:
Com o advento da Lei 9.957 de 12 de janeiro de 2000, as
causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário
mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam
submetidas ao procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de
se observar que as verbas pleiteadas deverão ser
discriminadas, com os demonstrativos de valores
devidamente liquidados.

Horas Extras
Reclamatória Trabalhista (Horas
extras)
Exmo. Sr. Dr. Juiz Presidente da MM
...Junta de Conciliação e Julgamento de....
(Nome, qualificação e residência), por
seu advogado abaixo firmado, com escritório à......, onde
receberá as comunicações dos atos processuais, vem, forte
nos arts 59 e 791 da Consolidação das Leis do Trabalho,
apresentar Reclamatória Trabalhista
contra................. (nome, qualificação e endereço),
conforme a seguir expõe:
1. O reclamante foi contratado pela reclamada na data
de......, no cargo de....., percebendo atualmente o
salário de R$.......
2. Todavia, a partir de ....a reclamada, sem qualquer
ajuste formal, passou a exigir do reclamante trabalhos
diários, no total de duas horas, excedentes à jornada
normal, sem a correspondente contraprestação.
Pelo exposto, requer a citação da reclamada para,
querendo, apresentar resposta à reclamatória, pena de
revelia e confissão, e pede sua condenação no pagamento
das horas extraordinárias, desde o momento em que iniciou
o serviço excedente ao horário normal, calculadas sobre
sua remuneração, mais a integralização do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço-FGTS e demais cominações de
direito.
Protesta por prova testemunhal e depoimento pessoal da
reclamada.
Dá à causa o valor de R$......
Termos em que,
E. Deferimento.

Jornada Extraordinária - Ferroviário
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA DE
FERROVIÁRIO PLEITEANDO PAGAMENTO DE JORNADA
EXTRAORDINÁRIA (Art. 241 e 242 da CLT)
MERITÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA
____ª VARA DO TRABALHO DA CIDADE DE (XXX)
REQUERENTE, (Nacionalidade), Ferroviário, (Estado
Civil), portador da Carteira de Identidade nº (xxx),
inscrito no CPF sob o nº (xxx), Carteira de Trabalho nº (xxx),
residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx),
Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), vem,
respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por seu
procurador infra-assinado, mandato anexo (doc. 1), nos
termos do Art. 241 e 242 da Consolidação da Leis
Trabalhistas, propor a seguinte
RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA
em face da REQUERIDA, (Nome da Empresa), com sede
em (xxx), na Rua (xxx), nº (xxx), bairro (xxx), Cep (xxx),
no Estado (xxx), inscrito no C.N.P.J. sob o nº (xxx), e
no Cadastro Estadual sob o nº (xxx), neste ato
representada pelo seu diretor (xxx), (Nacionalidade),
(Estado Civil), (Profissão), Carteira de Identidade nº (xxx),
C.P.F. nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº
(xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), Cidade (xxx), no Estado (xxx),
pelos motivos que passa a expor:
1. O REQUERENTE foi admitido para exercer,
a partir do dia (xxx), perante a empresa REQUERIDA,
a função prevista na alínea b, do artigo 237, realizando
conservação da via permanente. Em (xxx), foi demitido,
quando, então, percebia salário de R$ (xxx) (Valor
expresso).
2. O REQUERENTE costumava fazer diariamente
(xxx) horas de trabalho além do horário previsto no
contrato, sempre mediante solicitação da REQUERIDA,
conforme documento comprobatório em anexo (doc. 2).
Entretanto, a REQUERIDA não pagou ao REQUERIDO
as horas trabalhadas a mais, conforme determina o
art. 241 da CLT, o que totalizaria um valor de R$ (xxx).
3. Ademais, as verbas rescisórias foram pagas com
base no salário fixo, sem considerar as horas extras
cumpridas pelo REQUERENTE, que em sendo diárias,
passam a integrar a remuneração, restando, portanto, o
seguinte saldo a ser pago:
a) aviso prévio indenizado, num valor de R$ (xxx),
conforme disposição do art. 487, §5º, da CLT;
b) período de férias adquirido, num valor de R$ (xxx),
nos termos do art. 146 da CLT;
c) gratificação de natal, num valor de R$ (xxx), de
acordo com o art. 3º da Lei nº 4.090/62;
d) FGTS, num valor de R$ (xxx), consoante disposição do
art. 15, da Lei Ordinária nº 8.036/91;
totalizando, portanto, um valor de R$ (xxx).
Pelo exposto, REQUER:
I - Seja determinado à REQUERIDA que
realize o pagamento da quantia de R$ (xxx), referente ao
adicional relativo às horas trabalhadas a mais pelo
REQUERENTE, num valor de R$ (xxx), com reflexos nas
verbas rescisórias acima descritas, e que totalizam um
valor de R$ (xxx), tudo devidamente corrigido;
II - Seja notificada a REQUERIDA para,
querendo, contestar a presente RECLAMAÇÃO TRABALHISTA,
sob pena de serem reputados como verdadeiros os fatos
aqui alegados.
III – Seja condenada a REQUERIDA ao
pagamento das custas e honorários advocatícios.
Pretende provar o alegado através de provas documentais,
periciais, testemunhais e depoimento pessoal.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (Valor expresso
correspondente ao quantum devido pela REQUERIDA).
Termos que,
Pede Deferimento.
(Local, Data e Ano).
(Nome e Assinatura do Advogado ).

Adicional Noturno
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ
DA ___.ª VARA DO TRABALHO DA COMARCA DE
__________________________.
_____________________________ (nome do
reclamante), __________________ (estado civil), portadora
da Cédula de Identidade R.G. n.º _________________,
inscrita no CPF/MF sob n.º ______________, e na CTPS
___________________ (número da carteira de trabalho)
residente e domiciliada na
______________________________________________
(endereço), por seu(ua) advogado(a), vem,
respeitosamente, propor a presente
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de
________________________________(nome da reclamada),
sediada em________________________________ (endereço), de
CNPJ _________________________(número do CNPJ).
I – DOS FATOS
O Reclamante foi empregado da empresa
Reclamada, exercendo a função de _________________,
(vigilante, porteiro...), no horário noturno, qual seja,
das 22h00min às 6h00min.
Trabalhou no período de _________ a
_______________, momento em que foi demitido sem justa
causa, percebendo o salário de R$: ______________(valor
do último salário), diga-se, o mesmo rendimento dos
demais ______________(vigilantes porteiros...) diurnos.
Desta forma, o Reclamante nunca
recebeu o adicional devido, conforme dispõe a lei.
Eis a razão para se intentar com a
presente Reclamação Trabalhista.
II – DO DIREITO
Dispõe a Constituição Federal em seu
art. 7.º, IX, que:
"Art. 7.º São direitos dos
trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que
visem à melhoria de sua condição social:
(...)
IX – remuneração do trabalho
noturno superior à do diurno;"
Estabelece ainda a Consolidação das
Leis do Trabalho (Dec.-lei 5.452/43) em seu art. 73, que:
"Art. 73. Salvo nos
casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho
noturno terá remuneração superior à do diurno e, para
esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20%
(vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.
§ 1º A hora do trabalho noturno
será computada como de 52 (cinqüenta e dois) minutos
e 30 (trinta) segundos.
§ 2º Considera-se noturno, para os
efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as
22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco)
horas do dia seguinte."
Desta forma, verifica-se o direito do
Reclamante em ter acrescido ao seu salário o
adicional noturno, conforme estabelece a lei.
III – DO PEDIDO
Diante do exposto, requer-se:
a) a citação da Reclamada para,
querendo, apresentar defesa, sem a qual se reputarão os
fatos alegados verdadeiros.
b) a condenação ao pagamento dos
valores referentes ao adicional noturno, na importância
de 20% (vinte por cento), do período em que trabalhou na
empresa, qual seja, de _____________ a _______________,
devidamente corrigidos e acrescidos de juros de mora.
c) acrescer a condenação do adicional
noturno no cálculo do FGTS, aviso prévio, multa
rescisória, 13.º salário e demais valores devidos.
d) a condenação ao pagamento das
custas processuais e honorários advocatícios, estipulados
em 20% do valor da causa.
e) a intimação as audiência das
seguintes testemunhas:
1. _______________
2. _______________
3.________________
4.________________
f) provar o alegado por todos os meios
de prova admitidos em direito.
Dá-se o valor da causa de R$ ________
(valor por extenso) para todos os efeitos legais.
Temos em que,
Pede deferimento.
______________, ____ de ____________
de ______
(local e data)
__________________________
(nome do advogado)
OAB/___ n.º_____

Multa 40 % FGTS
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO
MULTA DE 40% INCIDENTE SOBRE O FGTS DEPOSITADO
Exmo. Sr. Dr. Juiz da _____ Vara do
Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE, (Nacionalidade), (Estado
Civil), (Profissão), titular da CTPS nº (xxx), inscrito
no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado à Rua (xxx),
nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no
Estado de (xxx), por seu procurador infra-assinado,
mandato anexo (doc.1), vem à presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de 01/01/2000 a 31/10/2001, cumprindo aviso prévio até
30/11/2001, exercendo o cargo de (xxx) e percebendo
último salário no valor de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme cópia da CTPS em anexo (doc. xxx).
2. A Reclamada efetuou o depósito do
FGTS, cujo montante é de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme extratos, em anexo, emitidos pela Caixa
Econômica Federal - CEF. No entanto, no ato da rescisão,
não depositou ou efetuou o pagamento da multa de 40%
incidente sobre o montante depositado a título de FGTS no
período laborado.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, condenando a Reclamada a efetuar o
pagamento de R$ (xxx) (valor expresso), devidamente
corrigido, referente à multa de 40% incidida sobre o
montante depositado a título de FGTS no período laborado,
bem como nas custas processuais.
Se necessário, provar o alegado por todos os meios
de prova admitidos em direito, notadamente por
documental, depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, testemunhal e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota: Com o advento da Lei 9.957 de 12 de
janeiro de 2000, as causas cujo valor não exceda a
quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do
ajuizamento da reclamação ficam submetidas ao
procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de se observar
que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas, com
os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

Notificação de Testemunhas
PEDIDO DE NOTIFICAÇÃO DE TESTEMUNHAS
EM RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
MERITÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA ____ª
VARA DO TRABALHO DA COMARCA DE (XXX).
Autos nº: (xxx)
REQUERENTE,
já devidamente qualificado, por seu procurador in fine
assinado, nos autos da presente RECLAMAÇÃO TRABALHISTA,
que move em face de REQUERIDO, vem à presença de
Vossa Excelência, expor para ao final requer:
Em virtude do não comparecimento das
testemunhas na audiência designada para o dia (xxx),
determinou este r. Juízo a intimação de referidas
testemunhas, para que comparecessem à nova audiência,
designada para o dia (xxx), nos termos do art. 825,
parágrafo único, da Consolidação das Leis do Trabalho.
Entretanto, em razão do novo adiamento
da audiência para o dia (xxx), requerer-se a notificação
acerca da nova data às testemunhas arroladas
anteriormente.
Termos que,
Pede Deferimento.
(Local, Data e Ano).
(Nome e Assinatura do Advogado).
Rol de Testemunhas:
1. NOME DA TESTEMUNHA 1, (qualificação),
residente à Rua (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Estado
(xxx), Cep. (xxx).
2. NOME DA TESTEMUNHA 2, (qualificação), residente
à Rua (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Estado (xxx),
Cep. (xxx).

Pedido de Vínculo de Emprego
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA PLEITEANDO A CONFIGURAÇÃO DE
VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM DETERMINADO PERÍODO
Exmo. Sr. Dr. Juiz da _____ Vara do Trabalho da Comarca
de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE,
(Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), titular da
CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), por seu procurador
infra-assinado, mandato anexo (doc.1), vem à presença de
V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, dispensado sem
justa causa, laborou para a Reclamada no período
de 01/01/2000 a 22/07/2001, exercendo o cargo de (xxx) e
percebendo último salário no valor de R$ (xxx) (valor
expresso).
2. No entanto, a Reclamada somente
procedeu a anotação da CTPS do Reclamante em
01/06/2000, acarretando evidente manifesto fraudulento em
seu contrato de trabalho.
3. Com efeito, o ato praticado pela
Reclamada trouxe graves prejuízos ao Reclamante,
que não obteve a devida anotação da CTPS no período de
01/01/2000 a 31/05/2000, bem como deixou de perceber
todas as demais verbas trabalhistas provenientes daquele
periodo.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, declarando o vínculo empregatício referente
ao período de 01/01/2000 a 31/05/2000, obrigando a
Reclamada a promover imediatamente a devida
retificação ou, se assim não o fizer, seja determinada a
anotação pela secretaria deste d. Juízo, nos termos do
artigo 39 da CLT.
Seja julgada procedente ainda para condenar a
Reclamada no pagamento de todas as verbas
trabalhistas referentes àquele período, tais como 13º
Salário, Férias, 1/3 das Férias, FGTS, multa de 40% sobre
o FGTS, devidamente corrigidas, bem como a condenação no
pagamento das custas processuais, tudo a ser apurado em
liquidação de sentença.
Provar o alegado por todos os meios de prova
admitidos em direito, notadamente por documental,
depoimento pessoal do representante legal da Reclamada,
testemunhal e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota: Com o advento da Lei 9.957 de 12 de
janeiro de 2000, as causas cujo valor não exceda a
quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do
ajuizamento da reclamação ficam submetidas ao
procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de se observar
que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas, com
os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

Rescisão indireta e verbas rescisórias
RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA PLEITEANDO A RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE
TRABALHO E PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS (Art. 483,
"d" e "f" da CLT)
Exmo. Sr. Dr.
Juiz da _____ Vara do Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº:
NOME DO RECLAMANTE,
(Nacionalidade), (Estado Civil), (Profissão), titular da
CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente
e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade
(xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), por seu procurador
infra-assinado, mandato anexo (doc.1), vem à presença de
V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO
TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA,
inscrita no CNPJ sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº
(xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado
de (xxx), pelos fatos e fundamentos que a seguir expõe:
1. O Reclamante, foi admitido pela
Reclamada em 01/01/2001, para exercer o cargo de (xxx),
percebendo o salário de R$ (xxx) (valor expresso),
conforme cópia da CTPS em anexo.
2. No entanto, a partir de 01/06/2001, a
Reclamada passou a descumprir o contrato de trabalho,
deixando de efetuar o pagamento salarial. Com efeito, o
Reclamante se encontrava há mais de 3 (três) meses
sem o devido pagamento da verba salarial, mesmo assim,
continuava em suas atividades laborais na empresa.
3. Tal fato acarretou sérias conseqüências
para o Reclamante, que, atualmente, tem de pedir
auxílio a familiares para manter o sustento de sua
família. Como se não bastasse, encontra-se em iminente
risco de ver seu nome lançado no serviço de proteção ao
crédito bancário (SERASA), uma vez que possui alguns
cheques devolvidos sem provisão de fundos, conforme
consta dos extratos bancários em anexo.
4. Todavia, no intuito de fazer valer o que
lhe é de direito, no dia 15/09/2001, procurou o Sr.
(XXX), representante legal da Reclamada, na
tentativa de uma composição amigável para que fosse, ao
menos, sanado alguns dos problemas mais sérios
enfrentados pelo Reclamante. No entanto, obteve
resposta negativa sob a alegação de que "quando a
empresa tiver dinheiro em caixa, lhe proporcionará o
pagamento, inclusive os atrasados".
5. Revoltado com o completo descaso da
Reclamada, o Reclamante afirmou que procuraria
averiguar seus direitos trabalhistas, pois está passando
por situações de miséria e constrangimento. Desta forma,
exaltado, o Sr. (XXX) desferiu-lhe um tapa no rosto,
ocasionando o sangramento de uma de suas narinas,
conforme se verifica das cópias do Boletim de Ocorrência
nº (xxx) e do laudo de corpo de delito em anexo (docs.
xxx/xxx). Há de se ressaltar ainda, que inúmeros
funcionários presenciaram o fato e o ato inconseqüente do
representante legal da Reclamada.
6. A partir daquela data, o Reclamante
não mais retornou à suas atividades dentro da empresa,
considerando rescindido seu contrato de trabalho, nos
termos do artigo 483, alíneas "d" e "f" da CLT, in
verbis:
Art. 483. O empregado poderá considerar rescindido
o contrato e pleitear a devida indenização quando:
(...)
d) não cumprir o empregador as obrigações do
contrato;
(...)
f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no
fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou
de outrem;
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada para, querendo,
comparecer à audiência e apresentar defesa, sob pena de
revelia e confissão.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista para, prefacialmente, determinar e declarar
judicialmente a ocorrência da rescisão indireta do
contrato de trabalho, com fulcro nas alíneas "d" e "f" do
artigo 483 da CLT, bem como condenar a Reclamada
no pagamento de todas as verbas rescisórias, tais como
salários atrasados, saldo de salário, aviso prévio,
férias, 1/3 das férias, FGTS e correspondente multa,
devidamente atualizadas, tudo a ser apurado em liquidação
de sentença, bem como condená-la, ainda, no pagamento das
custas processuais.
Seja a Reclamada compelida a efetuar o
pagamento em audiência das verbas incontroversas, sob as
penas do artigo 467 da CLT.
Provar o alegado por todos os meios de prova
admitidos em direito, notadamente através de oitiva de
testemunhas, depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, juntada de novos documentos e pericial.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor
expresso).1
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota: Com o
advento da Lei 9.957 de 12 de janeiro de 2000, as causas
cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo
vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam
submetidas ao procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de
se observar que as verbas pleiteadas deverão ser
discriminadas, com os demonstrativos de valores
devidamente liquidados.

Rito Sumário
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA - RITO SUMÁRIO
EXCELENTÍSSIMO DOUTOR JUIZ DA VARA ÚNICA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO DE .....
xxx,
brasileiro, casado, trabalhador rural, portador da Cédula
de Identidade - RG nº X, residente e domiciliado na Rua X
nº X, na cidade de X, Estado X, pela advogada "in fine"
assinado, com escritório profissional na XX, na cidade de
XXs (SP), vem, respeitosamente, à presença de V.Exa.
propor a presente RECLAMAÇÃO TRABALHISTA (Rito
Sumário) em face de X,
empresa privada com sede na Rua X, Município de X, Estado
X, o que faz como adiante segue.
DO PACTO LABORAL
1. O Reclamante foi admitido pelo Reclamado em X , para
exercer a função de trabalhador rural. Em X, foi demitido
sumariamente e sem justa causa.
2. O Reclamante trabalhava por "empreita", tendo recebido
como maior remuneração a quantia de R$ X (XX).
3. Cumpre esclarecer que o contrato de trabalho havido
entre as partes não foi anotado em CTPS, o que se requer
desde já.
4. Tendo em conta a ausência de registro em CTPS, a
Reclamada deixou de efetuar os depósitos fundiários
devidos, razão pela qual o Reclamante é credor da quantia
de R$ X (X), bem como a multa de 40% sobre os mesmos,
esta no valor de R$ X (X).
DA REMUNERAÇÃO
5. Tendo sido contratado para receber por empreita,
deveria o Reclamante receber os valores referentes ao que
produzisse. No entanto, a Reclamada jamais apresentou
demonstrativo da produção atingida pelo Reclamante, sendo
que, no mês de outubro recebeu apenas o valor de R$ 76,37
(setenta e seis reais e trinta e sete centavos).
6. No entanto, a Constituição Federal garante a todo
trabalhador o recebimento de um salário nunca inferior ao
mínimo legal vigente, ou seja, R$ 151,00 (cento e
cinqüenta e um reais).
7. Dessa maneira, requer seja concedida a diferença entre
o salário recebido e o mínimo legal, referente ao mês de
outubro/2000, no valor total de R$ 74,63 (setenta e
quatro reais e sessenta e três centavos).
DAS VERBAS
RESCISÓRIAS
8. Despedido abruptamente pelo Reclamado em XX, o
Reclamante não recebeu ou cumpriu o aviso prévio, devido
indenizado no valor de R$ 163,21, com incidência em 13º
salário proporcional, no valor de R$ 13,60; férias
proporcionais + 1/3, no valor de R$ 18,13; e horas "in
itinere", no valor de R$ 92,65, além de ser devido sobre
o mesmo o FGTS, no valor de R$ 13,05 e multa de 40%, no
valor de R$ 5,22, na forma do exposto no Enunciado 305/TST.
9. Também, faz jus o Reclamante ao recebimento das
diferenças sobre as verbas rescisórias, pois não as
recebeu integralmente, assim compreendidas: diferenças
das férias proporcionais (2/12), no valor de R$ 11,37, +
terço constitucional, no valor de R$ 3,79, 13º salário
proporcional (2/12), no valor de R$ 11,37, o que se
requer.
DAS HORAS "IN
ITINERE"
10. Que o Reclamante
era transportado em veículo do Reclamado das 06:00 às
07:30 horas para ida, e das 17:00 às 18:30 horas para
volta, em trajeto não servido por linhas regulares de
ônibus, além do que, parte significativa do trajeto de
acesso ao local onde prestava seus serviços, carecia de
transporte em vias sem pavimentação asfáltica, sendo que
nada recebeu por tais horários de transporte, que agora
são requeridos na sua integralidade, bem como seus
reflexos.
11. Diante do exposto, requer que o horário de
transporte, em média três horas por dia, seja computado
como hora extraordinária, inclusive com reflexos sobre
férias proporcionais, 13º salários proporcionais,
depósitos fundiários e aviso prévio.
DA MULTA DO
ARTIGO 477, § 8º, DA CLT
12. Em decorrência das infrações cometidas, a Reclamada
deverá pagar ao Reclamante a multa prevista no § 8º, do
art. 477 da CLT, calculada sobre sua maior remuneração,
ou seja: R$ 163,21.
DO PEDIDO
13. Diante dos fatos apontados, requer:
a) anotações completas na CTPS do Reclamante do contrato
de trabalho havido entre as partes, no período de XX a
XX, com dispensa sem justa causa;
b) recebimento das diferenças entre o salário recebido e
o mínimo legal, pois, no mês de outubro/2000 recebeu
apenas o valor de R$ 76,37 (setenta e seis reais e trinta
e sete centavos), no valor de R$ 74,63;
c) aviso prévio indenizado no valor de R$ 163,21, com
incidência em 13º salário proporcional, no valor de R$
13,60; férias proporcionais + 1/3, no valor de R$ 18,13;
e horas "in itinere", no valor de R$ 92,66, depósitos
fundiários no valor de R$ 13,05 e multa de 40%, no valor
de R$ 5,22, totalizando a quantia de R$ 305,87;
d) diferenças das férias proporcionais (2/12), no valor
de R$ 11,37, + terço constitucional, no valor de R$ 3,79,
13º salário proporcional (2/12), no valor de R$ 11,37,
totalizando a quantia de R$ 26,53;
e) recebimento dos depósitos fundiários relativos a todo
o pacto laboral (2/12), no valor de R$ 26,11, bem como a
multa de 40% sobre os mesmos, esta no valor de R$ 10,44,
totalizando a quantia de R$ 36,55;
f) que o horário de transporte, em média três horas por
dia, seja computado como horário extraordinário,
totalizando uma média de 90 horas extras mensais, que
deverão ser acrescidas do adicional constitucional de
50%, durante o período do pacto laboral, no valor mensal
aproximado de R$ 92,65, valor total devido (2 meses):
R$ 185,31;
g) reflexos das horas "in itinere" sobre:
g.1) férias prop. (2/12 + 1/3) -............. R$ 20,58;
g.2) 13º salário prop. (2/12) – ..............R$ 15,44;
g.3) depósitos fundiários (2 meses)–....R$ 14,82;
g.4) multa de 40% sobre FGTS......-.....R$ 5,92.
h) seja oficiado aos Órgãos da DRT, da CEF e do INSS para
a aplicação das sanções cabíveis;
i) sejam deferidos ao Reclamante os benefícios da
Assistência Judiciária Gratuita, vez que o mesmo não tem
condições de arcar com as custas processuais decorrentes
do litígio em questão, por ser pobre na verdadeira
acepção do termo;
j) pela aplicação das multas de que tratam os artigos 467
e 477 da CLT, esta no valor de sua maior remuneração, ou
seja, R$ 163,21;
k) requer a notificação da Reclamada, no endereço
inicialmente apresentado, para, querendo, comparecer à
audiência de instrução e julgamento a ser designada e
contestar os fatos aqui abordados, sob pena de confissão
e revelia, devendo, ao final, ser a mesma julgada
procedente, condenando-se a Reclamada a pagar ao
Reclamante a quantia de R$ 848,86 (oitocentos e quarenta
e oito reais e oitenta e seis centavos), que deverá ser
atualizada na época do pagamento, acrescida de juros
legais, correção monetária, custas processuais e demais
cominações de estilo.
l) a produção das seguintes provas: depoimento da parte
contrária; oitiva de testemunhas; juntada de documentos
novos; perícias e vistorias;
DO VALOR DA
CAUSA
14. Dá-se à causa o valor de R$ 848,86 (oitocentos e
quarenta e oito reais e oitenta e seis centavos), para
efeitos de alçada.
Termos em que
Pede deferimento.
Local/data.
Advogado/oab

Verbas Rescisórias
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
PLEITEANDO O PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS
Exmo. Sr. Dr. Juiz da ____ Vara do Trabalho da Comarca de (xxx)
Autos nº
NOME DO RECLAMANTE, (Nacionalidade), (Estado Civil),
(Profissão), titular da CTPS nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº
(xxx), residente e domiciliado à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx),
Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), por seu
procurador infra-assinado, mandato anexo (doc.1), vem à
presença de V. Exa. propor
RECLAMAÇÃO TRABALHISTA
em face de NOME DA EMPRESA RECLAMADA, inscrita no CNPJ
sob o nº (xxx), situada à Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx),
Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), pelos fatos e
fundamentos que a seguir expõe:
1. Cumpre salientar prefacialmente que o Reclamante foi
admitido pela Reclamada em (xx/xx/xxxx) e dispensado sem justa
causa em (xx/xx/xxxx), conforme se verifica da anotação em sua
CTPS (doc. xxx).
2. O Reclamante percebia salário mensal no valor de R$ (xxx)
(valor expresso), conforme demonstram os recibos de pagamento
em anexo (docs. xxx/xxx).
3. A jornada de trabalho do Reclamante era de 7 às 17
horas, com intervalo de 1 hora para almoço, de segunda à
sexta-feira. Com efeito, o Reclamante fazia uma hora
extraordinária diariamente, o que nunca lhe foi devidamente
pago.
4. Há de se ressaltar ainda que o Reclamante, até a
presente data, não recebeu nenhuma verba rescisória que lhe é
devida, tais como Saldo de Salário, Aviso Prévio, 13º Salário,
Férias, etc, bem como não lhe foi depositado o FGTS e
indenização de 40% (quarenta por cento), conforme certidão
expedida pela CEF (doc. xxx). Com efeito, a Reclamada não lhe
forneceu as respectivas guias para levantamento do FGTS e
Seguro Desemprego.
5. In casu, há de se observar ainda que é devido o
pagamento da multa prevista no artigo 477, §8º, da CLT, bem
como o pagamento, em audiência, sob pena de pagamento em dobro,
de todas as verbas incontroversas, nos termos do artigo 467 da
CLT.
Pelo exposto, REQUER:
A citação da Reclamada, na pessoa de seu representante
legal, sob pena de confissão e revelia.
Seja julgada procedente a presente Reclamação
Trabalhista, condenando a Reclamada no pagamento de todas as
verbas abaixo discriminadas, devidamente acrescidas de juros e
correção monetária, bem como a condenação no pagamento das
custas processuais, tudo a ser apurado em liquidação de
sentença.
- Saldo de Salário, Aviso Prévio, 13º Salário, Horas
Extras e seus Reflexos, Férias, FGTS, FGTS 40% e Multa do
artigo 477,§8º.
Seja a Reclamada compelida a expedir a competente guia
de Seguro Desemprego, sob pena de pagamento da indenização
equivalente.
Seja condenada a efetuar o pagamento em audiência de
todas as verbas incontroversas sob pena de pagamento em dobro.
Provar o alegado por todos os meios de prova admitidos
em direito, notadamente o depoimento pessoal do representante
legal da Reclamada, sob pena de confissão (En. 74 do TST),
testemunhal, pericial e juntada de novos documentos.
Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (valor expresso).
Termos que,
pede deferimento.
(Local, data e ano).
(Nome e assinatura do advogado).
_______
Nota: Com o advento da Lei 9.957 de 12 de janeiro de
2000, as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o
salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação
ficam submetidas ao procedimento sumaríssimo. Nesse caso, há de
se observar que as verbas pleiteadas deverão ser discriminadas,
com os demonstrativos de valores devidamente liquidados.

- CONTINUA EM BREVE -
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